20 tópicos sobre a vida norueguesa que eu estava pra te dizer


Tenho um milhão de coisas pra escrever, passar a limpo anotações das últimas reuniões, seminários que estive, planos de idéias que tenho e faço rabiscos na minha agenda – meu Zeus! Só, o que quero mesmo é trabalhar numas coordenadas pra que a minha tia não caia em buracos quando estiver aqui comigo em Stavanger.

Relação de como se safar na Noruega

1. Noruegueses e Samis 

(Para saber maisclique sobre as palavras sublinhadas)

2. Impostos são um modo de vida

Sim, muitos impostos por aqui heim, a mais alta taxa de imposto do mundo, inclua aí nessa suma: ter e ver TV, ou seja, taxa-se a tv. Uma clara medida de proteção da soberania democrática. Jogos não são ilegais como no Brasil e cassinos de internet  lucram pra cacete.

3. Os táxis sao um erro

Os táxis são tão caros que é possivel sair mais barato alugar um carro. Detalhe: perigosíssimo pra mulheres (!!!), pode ser um criminoso e está ali num bico… Taxistas mal sabem se comunicar em inglês ou norueguês, ou se quer entendem a geografia da cidade que trabalham mesmo com a tecnologia avançada ali presente. O Uber é ilegal.

Transporte público é meio mais ou menos, aqui não é uma Dinamarca. Bicleta é um super quebra-galho, pra quem está em forma, muitos sobes e desces (como ia dizendo, aqui não é a Dinamarca¹). Já os sapatos são o melhor amigo do norueguês. Tênis fica sendo o ideal. Festas que precisam estar bem vestido, aonde calcamos sapatos de salto e coisa do tipo, leve um tênis a tira colo pois ainda existirá necessidade de se locomover centenas de metros, as vezes, quilômetros, ou você morre numa grana com taxis.

4. Não use sapatos dentro de casa

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Em visita, retire seus sapatos imediatamente quando adentrar à casa de alguém, estranho ou íntimo. Deixe-os na ante sala aonde se pendura casacos e bolsas. Sabe lá aonde eles estiveram. Os donos da casa não pagaram ninguém pra deixar a mesma um brinco, e eles podem ter acabado de limpá-la…

5. “Os noruegueses não são hostis”. È, eles dizem isso entre si

Os noruegueses fazem amizade na escola e as carregam pro resto da vida. Se apareceu alguém agora, este pode chegar a ser um conhecido e mesmo assim através de um longo investimento (se comprometer a estreitar a relação social, quer dizer, fazer presença com o grupo num café, pub e outras manifestações coletivas). Se nao, se entende que voce já tenha a sua própria bolha de amizades. Eles são distantes, que é uma outro adjetivo bem diferente.

6. Helgefylla é algo que você precisa entender, not really… (Ah, tá no sentido sociológico?)15420877_1686451258047591_5698266496233927450_n

Por causa dos regulamentos restritos de consumo de álcool (supermercados nao vendem bebidas com teor médio e alto de álcool, bebidas alcoólicas não são vendidas aos domingos fora de pubs & restaurantes, e os preços em geral são bem elevados) os noruegueses tendem a concentrar seu consumo do álcool num tempo curto. Helgefylla pode ser traduzida como “o final de semana de enfiar o pé na jaca“. Pois nessa manifestação, eles chegam-mais (se extravertem), usam taxis pra lá e pra cá e ENCHEM A CARA (não que queriam curtir aquela garrafa de conhaque ano 1687 e de repente abusaram pois ela desce macia depois do rango com cafezinho; a verdade è que eles querem entornar pra ficar bebum à vera, como uma forma de cabala visando uma limpeza psíquica e física). O negócio parece ser o uso do abuso, já que se tem o domingo inteiro pra descansar/re-purificar/re-estabilizar desses atos extremos cometidos ou na sexta ou sábado.

E de mais a mais, por aqui esse negócio “cu de bebado nao tem dono”, realmente nao existe. Ninguém vai assaltar um outro porque nao vai dar em nada. Dá merda sim. Aqui se vê um daqueles lances inversamente proporcional de culturas, no caso: norueguesa pra a brasileira. Os brasileiros não ficam bebuns porque a cultura brasileira é anti-social, anti-solidária. Estar bêbado é quase um convite a um assalto, a imagem de uma fragilidade, e tirar vantagem é a ordem do dia.


7. Chalés17457953_787356891429001_4880454468021373879_n

Se os noruegueses tao bem de grana (ou apenas economicamente estáveis) é bem possível que tenham investido numa casa a beira do mar, ou na serra para a prática do ski. Esse cottages sao conhecidos aqui como hytta. Os melhores casebres se encontram longe de vias de acesso. Há ainda aqueles que optam ter cabanas de férias sem WC ou eletricidade. Um modo de preservar a vida como ela era nas gerações de seus antepassados.

8. A auto-afirmacao anti-crista

Entre as Cruzadas e as grandes navegações, a Noruega começou a se cristianizar aos pouquinhos. Havia focos de meia dúzia de monges católicos estudando as condicoes climáticas do local, nao era muito diferentes dos Jesuítas que primeiro aportaram no Brasil. Com a Reforma, o negócio da cristianização passa a quinta marcha. A radicalização foi extrema aqui com o luteranismo e ainda rolava infestações de outras correntes protestantes. Pra simplificar e erradicar qualquer futuro problema de intolerância religiosa o governo optou no século XX institucionalizar a Statkirke, Igreja do estado (uma coisa que sempre defendi no Brassex2il, parecia pra mim nos anos 90 mais democrático.  Chamariam de Igreja Católica brasileira, é claro, nao seguiria o Papa e por conseguinte deveria ser considerada protestante).

Com investimentos no setor cultural e acessibilidade a estudos acadêmicos, esse povo passa a se distanciar da igreja, naturalmente. O papel dela de guia e tudo mais foi pro beleleú. Atente que isso é bem recente. As igrejas andam meio as moscas por aqui da virada do século XX para XXI. Ainda assim, pra um país com uma das menos densas aglomerações populacionais da Europa, eu vejo tanta gente numa igreja num domingo como num pub também num domingo. Igreja vazia mesmo é no centro do Rio, a maioria saqueada e algumas até vandalizadas. Lá elas sao lindas e antigas, aqui sao modernas e meio-outro estilo.

Ser cristão, como acontecia até os anos 80 por essas bandas de cá, era rejeitar/discriminar jogos, danças, bebidas e muitas outras coisas que aqueles nascidos dos anos 60 pra cá fazem de tudo pra enterrar/esquecer (NAO querem nem ouvir falar nessa vergonha alheia, aonde já se viu proibir e taxar festa?!!). O que eu mais encontro num mercado de usados ainda são mídia de produção religiosa, discos e livros de salmos, um horror!

9. Grandiosa

Pra qualquer cara solteiro/pessoas que nao sabem fazer comida, a pizza Grandiosa é o prato nacional da Noruega, se bobear comem no Natal. A despeito do nome Ibero-latino, essa pizza foi criada aqui em 1960 por noruegueses. Mal leva massa de tomate e é bastante adocicada. Não há dúvidas, esta é a pior pizza que eu já comi na minha vida, talvez um consenso geral entre brasileiros radicados aqui. Críticas a essa marca podem acarretar inimizades com noruegueses, já que eles a defendem como marca símbolo do país, como as Havaianas sao para a galera no Patropi. Nítido exemplo em que o maior investimento para o sucesso de um produto nao deve estar na qualidade, INFELIZMENTE, mas na propaganda. Os comerciais, por sinal – exímios! – dessa marca estão na tv desde sempre, há todo aquele escarcéu de jogos de markenting aonde aparece a porra dessa pizza, ex: “compre 2  entradas para o parque e ganha uma Grandiosa na saída”.  A Grandiosa cresceu porque encontrou um país que nao conhecia pizza, nao havia pizzarias, um povo que nao frequenta restaurantes e logo introduziu a pizza congelada, que só teve concorrência nos anos 80. A melhor história de monopólio nesse país.

Fårikål (Ovelha fervida com repolho) já foi muito defendida como o prato típico norueguês. Contudo as cores austeras dessa comida, pra boa parte dos noruegueses, não são mais atraentes pra se tornar frequente nos menu de suas cozinhas. Apesar de parecer uma comida fácil de fazer, precisa-se ter noção de cozinha (um passo trás) e ninguém quer trabalhar depois de já ter dado duro no trampo por 8hs (10 passos), querem chegar em casa e comer logo qualquer porra. A Fjordland² salva todos, inclusive oferecendo uma série de pratos que competem em representar o prato típico norueguês, incluindo obviamente o Fårikål.

10. A Noruega é socio-democrática

A política da Noruega é baseada em um princípio social-democrático, presar e assistir o  bem-estar do povo (garantia de tratamento hospitalar, alfabetização e estimulo educacional igualitário, pessoas que nao conseguiram lugar ao sol na sua vida profissional nao vão dormir na rua por causa disso e assim por diante).

11.  Eles leem romances bélicos.joyland_illustrated_reveal stephen kings vintage day

Livros estão isentos de impostos. Na páscoa ocorre um fenômeno no mínimo curioso, o Påsken Krim. Histórias de detetives, mistério, dramas policiais, novelas de ação se tornaram uma tradição no país na páscoa, de igual peso aos ovos de chocolate. Apesar de crimes pedirem um visú vermelho de sangue, negro da noite e cinza da vida urbana, a Noruega se pinta de amarelo para realçar a Páscoa e a primavera. Do mesmo modo no final de outono, no Advento tudo está vestido de roxo.

12. Vorspiel e Nachspiel sao:

Simplificando, antes de sair você vai para um Vorspiel para encontrar com a sua galera e depois que os bares e boates fecham você vai para um Nachspiel para queimar uma Grandiosa ou a rosca (cu de bêbado aluga o pernoite).

13. Férias coletivas17361735_10154212190140740_3092412174129399054_n

A Noruega em peso vai pra Espanha mais ou menos todo o mês de julho. O verão fica meio caído pra aqueles que nao podem sair daqui por que estão sem grana. Porém ainda é verão e rola praia e muitas outras coisas boas como o silencio.

14. O serviço pode vir a ser até uma merda, mas a educacao de quem reclama que é mal vista.

Restaurantes, parques de diversões, lojas de roupas, quem está na labuta é um jovem, provavelmente no seu primeiro emprego. As meninas fazem um trabalho excelente, os meninos quase sempre nao. Eles sao mais lentos e mostram uma total falta de dedicação.  Se existe alguma reclamação, só o sistema responsável pelo projeto está apto a ouví-lo e não um reles operário.

A exemplo: uma vez nos arredores de Oslo, no TusenFryd, pegamos uma fila sob sol. Para um nórdico, o sol era escaldante, eu tava de boas (ria por dentro e até comentei com a Katarina e o Alex, apontando para nucas queimadas). A fila demorou, observava as pessoas, zoava com meu filhos. Estive em bem piores no Rio, para também visitar parque de diversões e comprar o lanche da escola (por causa disso, não tenho dedos pra contar, quantas vezes fiquei sem merenda…) Porra, pagar: dói. Em fim, aprendi: ou desiste da fila LOGO ou fica nela até chegar a sua vez. Quando eu já estava quase pagando pelos bilhetes de entrada, começa alguém a gritar pelo gerente, uma estrangeira. Me virei pra ver, conhecia a dita cuja. Fora da minha turma de norueguês, era proveniente desses países banhados pelo mar Adriático. Turismo era justamente a sua profissão, então pra ela aquele rush de entrada era uma afronta, ela estava certa que administraria aquele organismo melhor. Só que nada disso tem maneira de ser mostrado para todos ali logo numa situação dessas. E eu, em fila – caguei milhões pra ela, a mais antipática pessoa que eu tive contato na curso de norueguês – estava em marcha de Gerson³, abriu um espaço de avanço, tomava a dianteira, nao fiquei ali pra saber como terminou a história dela contra fila e o sol forte. Supitei-me com as criancas pra dentro do parque.

15. Os horário das refeições.

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Se janta por volta 16hs. Na janta se serve pratos QUENTES, o que difere do café, lanche e ceia que sao geralmente pães, torradas e cereais com acompanhamentos, estes nao precisam expertise de manejar nem forno, nem fogão. Ovos mexidos sao comidos acompanhados de salmão defumado em eventos especiais, são SEMPRE servidos frios.

16. Nao é o tempo que está ruim, voce que anda mal vestido

Esse provérbio norueguês engloba a filosofia que se repete em diversos desses tópicos, haja sobriamente e nao caia em pensamentos nao-práticos. Você pode até adorar uma roupa maneira, mas se ela nao te protege do frio, ela nao é a mais adequada pra aquela ocasião. Os noruegueses deveriam entender que chinelos sao os melhores calcados pra se usar em toda espécie de praia durante os meses de sol, ao invés de ficarem descalços ou tentarem meias ou galochas.

17. Docesbolo

Come-se muitos doces o tempo todo. Chegam a por açúcar em molhos, carnes e sopas. Usam geléia de uma bagas (tyttebær & tranebær, não tem tradução para o português – se usa termos em latim ou em inglês) típica desses países frios como uma gracinha em pratos de carnes. Quando voce chega na casa d’um camarada, ele te oferece café e biscoitos com chocolate ao invés de abrir uma garrafa de vinho ou de cerpa. Se vê homens maduros comendo bala de crianças e tomando chopp. Bolos, tortas, barras de chocolate sao de uma qualidade muito superior, o açúcar é certamente delimitado numa certa quantidade no preparo desses confeitos pelo governo protegendo os produtos nao cairem de qualidade. O cacau e as gorduras usados são também de excelentes qualidades e as porções de bolos servidas nos cafés e barras de doces vendidas no supermercado sao ECONOMICAS, ou seja, dá pra dividir pra 2 ou 3.

18. Telys

Velinhas anãs são amadas e virtualmente espalhadas pelas casas como um efeito de iluminação e calefação.

19. 17 de maio

É o dia Nacional da Noruega. Talvez um dos países que comemore com mais afinco que qualquer um que eu saiba. Se veste a melhor roupa para o evento que conclama a população pra rua. Da mesma forma que esta data muito se assimila ao Carnaval, pelas paradas, fantasias, percusionistas, etc…; o Sankhans (dia de são Joao) também mantém quase todas as mesma diretrizes da festa junina como o: salsichão/cachorro quente, milho grelhado, as brincadeiras de corrida de saco e pular a fogueira, etc…

20. Homogeneidade

Tudo que foi discutido nesse texto sobre costumes noruegueses pode se aplicar sem medo a 80% da população. Acredito pessoalmente que toda regra tem suas excessões. Contudo não sei porque, via de regra, os padrões são seguidos radicalmente por aqui. O que faz ressuscitar a minha adolescência na Tijuca, o bairro com a maior porcentagem de classe média no Rio de Janeiro nos anos 80, na mesma época que o Brasil liderava no ranking mundial em diferença social. A Noruega vem liderando o ranking de pais mais classe média do mundo desde dos anos 80 também.jane eyre school

É claro que existe crianças obesas, tem gente que nunca bebeu uma gota de álcool por causa da religião que pratica (protestante ou mulcumano) e nunca esquiaram; porém boa parte dos adultos praticam esportes (caminhadas e esqui, esse top of the pops), e bizarramente, nao sabem beber álcool quando podem beber. O Norueguês espera que qualquer outro país tenha também características homogêneas na sua população. Se o Brasil apresenta pobreza, 100% do país é de gente pobre, se o Brasil tem um cara famoso negro, 100% do país é composto de negros, se no Brasil ve novelas dramáticas, 100% do país só conhece esse tipo de entretenimento, e assim vai…


¹) Dinamarqueses e Noruegueses sao parentes, quase toda cultura e história norueguesa é uma extensão da dinamarquesa, contudo o espaço geográfico é outro, e isso acarreta mudanças, uma delas é que na toda a Dinamarca é no nível do mar sem grandes descidas e subidas, facilitando muito a vida do ciclista.

²) Um marca de comida pronta, há muitas outras.

³) Baseada na Lei de Gerson.

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Publicado por: This Leksus

Naturalmente carioca da gema. Levantei a bandeira da união dos estudantes em 1990. Depois que vi que a bandeira era tipo lilás, caí fora, mas mantive contatos do setor cultural aonde fui a curadora por 2 anos seguidos no periódico e da rádio interna. Essa mídia chegava à 2000 estudantes em 1992. Participei de cursos de pintura abstrata com Mollica (1947-2013) e desenho Modelo Vivo com Giancarlo Bonfanti na Escola de Artes Visuais do Parque Laje de 1987-1992 e em outros institutos de arte. Estudei na USU, UERJ & UFRJ, arquitetura e urbanismo, Educação artística & Figurino respectivamente. Meu primeiro projeto foi a fonte do Banco do Brasil com seu logotipo, nas dependências da Agencia I do Banco no Rio de Janeiro. Em 1995, cursei por um breve período a Escola Politécnica de Lisboa, aonde desenvolvi uma tese sobre o Manuelino. Muitas descobertas, e não parei de fazer cursos extras em outras grandes universidades cariocas. Senai Cetiqt, Universidade Candido Mendes, UIS (Noruega). Trabalhei com Alexandre Hercovich para Semana da Moda no Rio em 1997. Nos anos seguintes criei o cenário e costumes para a peça Frida Kahlo no Teatro do Museu do Catete. Nessa época comecei a trabalhar como Dj e me destaquei na área até 2010, quando decidi encerrar essa atividade e me dedicar a gravura & tradução. A partir de 2005, anualmente, faço instalações e exibições de pinturas, desenhos, edições de livros, mosaicos e gravuras. Em 2010 comecei a me infiltrar na área de tradução e interpretação, também como uma ação social. O que faz voltar intensamente para escrita e leitura, e me dispersar pra outras línguas, como dinamarquês, francês, italiano & espanhol.

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9 comentários sobre “20 tópicos sobre a vida norueguesa que eu estava pra te dizer”

  1. Objetivo, abrangente e extremamente útil.
    Excelente para termos uma ideia mais exata de como são as coisas e não ficarmos apenas deslumbrados com o ‘estrangeiro’, comum quando estamos em turismo.
    Poucas pessoas tem essa capacidade de observação e análise.
    Arne(seu sogro) me falou por email q vc seria melhor pessoa do que ele para falar da história da Noruega.
    Acredito q seja mais um elogio a vc, ao seu acervo cultural e sua capacidade crítica do que uma depreciação a ele mesmo.
    É um nativo preferindo uma naturalizada para falar de sua terra natal, isso não é para qq um!
    Parabéns e obrigada!!

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  2. Objetivo, abrangente e útil.
    Sua capacidade de observação e análise são incomparáveis.
    Seu sogro me recomendou vc para contar a história do país dele.
    Entendi como um elogio, posto q um nativo deu lugar a uma naturalizada para falar de sua terra natal.
    Parabéns lindinha e obrigada!

    Curtido por 1 pessoa

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