“C” de rejeitado


Um pedagogo com muito conceito entre instituições diversas que lidam com crianças e jovens idiocráticos veio fazer uma palestra na escola primária que o Alex frequenta. O convite se estendia à todos profissionais da área de pedagogia resi2001-Stereolabdentes aqui em Storhaug e como também pais de alunos. O evento era gratis, logo tira-se a conclusão que as informações contidas nessa palestra já foram bem discutidas entre os profissionais líderes dos órgãos competentes e que seria de muita valia para eles próprios se profissionais do meio e até leigos estejam a par também. De fato, esse profissional expôs nos primeiríssimos minutos no auditório que apesar da infraestrutura e até capital investido ser um dos maiores do mundo, a Noruega, no quesito conduta disciplinar, é uma das mais inferiores de toda a Europa. Eu reescrevo no vulgo como:

– Vamos melhorar esse índice xenten, temos capacidade. – puxava assim o líder do coro motivando a moçada.

O professor falou de várias etapas das crianças, ou melhor dos institucionalizados. Na sociedade atual somos todos institucionalizados. As sociedades modernas não passam de uma coleção de instituições. Ele dizia que os estudos tem 100 anos, as mais aprovadas pesquisas tem figurado bem desde os anos 30. Contudo ele queria dividir com a galera ontem uma pesquisa recente mais acurada do Canadá. Esta minimiza a seguinte “estratégia”: uma rede triangular em que uma criança A se une a B e esses duas hostilizam a C. Há inúmeras e complexas cadeias de como isso existe nas creches e nas escolas. O mais interessante é o jogo de poder em que A impedindo a interseção de C no grupo A+B, se fortalece como indivíduo.

Sua ilustração favorita parecia ser “A Escolha de Amigos para Excursão”. Onde em umas das atividades promovidas por essa pesquisa canadense crianças de 5 anos deveriam escolher APENAS 3 crianças entre seus amigos favoritos para a excursão. As crianças entrevistadas eram caracterizadas como C. Na soma de votos no final a criança A é a mais escolhida entre os C. Contudo nessas novas investigações canadenses, eles diferenciam status de popularidade, atentou o professor.

Veio logo em minha mente grupos nocivos sociais como os Nazistas e Hell’s Angels, afinal foram, continuam sendo grupos que primam por taxarem o que eles consideram perdedores para se auto promoverem. A hierarquia dessa galera também é piramidal. O nosso grande Freire valeu a dizer: “o maior sonho do injustificado é ser a vez dele de injustiçar” Sei que está subvertido ao meu gosto, meu estilo, melhor espaço para dramatizar não encontro. A pesquisa que o professor tanto valoriza era em suas próprias palavras impossível de ser conduzida na Noruega por motivos legais. No Canada desenvolveram esse estudo com câmeras espalhadas por toda creche em diversas delas por todo país. Uma interferência abusiva bigbrotherish.62022_159870014039179_2828930_n

Logo a parte dramática é desvendada, se o individuo “C” passa a vida toda como C, como é que fica? O professor foi categórico em dizer que isso tem matado muita gente. Fiquei a questionar várias equações sem procurar mais material pela internet horas depois, pensei em fazer círculos da coisa, logo Marx apareceu: “Nao quero fazer parte do clube que me quer como associado.” Vou precisar rever boa parte das estórias que havia escrito depois dessa pesquisa. Parece que tudo tem esse negócio aí. Aliás foi um “tal” de Freud que primeiro teve a idéia de por a observação disso no papel, conhece?

Uma outra coisa marcante que o professor sustenta entre os ouvintes é a participação dos adultos investigando C & A, forcando a barra para que A seja mais incluso e C mais confiante. Eles disseram que tudo inicia aos 3 anos de idade essa percepção social. Artigos sao escritos sobre o caso aos borbotões diariamente…

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Publicado por: This Leksus

Naturalmente carioca da gema. Levantei a bandeira da união dos estudantes em 1990. Depois que vi que a bandeira era tipo lilás, caí fora, mas mantive contatos do setor cultural aonde fui a curadora por 2 anos seguidos no periódico e da rádio interna. Essa mídia chegava à 2000 estudantes em 1992. Participei de cursos de pintura abstrata com Mollica (1947-2013) e desenho Modelo Vivo com Giancarlo Bonfanti na Escola de Artes Visuais do Parque Laje de 1987-1992 e em outros institutos de arte. Estudei na USU, UERJ & UFRJ, arquitetura e urbanismo, Educação artística & Figurino respectivamente. Meu primeiro projeto foi a fonte do Banco do Brasil com seu logotipo, nas dependências da Agencia I do Banco no Rio de Janeiro. Em 1995, cursei por um breve período a Escola Politécnica de Lisboa, aonde desenvolvi uma tese sobre o Manuelino. Muitas descobertas, e não parei de fazer cursos extras em outras grandes universidades cariocas. Senai Cetiqt, Universidade Candido Mendes, UIS (Noruega). Trabalhei com Alexandre Hercovich para Semana da Moda no Rio em 1997. Nos anos seguintes criei o cenário e costumes para a peça Frida Kahlo no Teatro do Museu do Catete. Nessa época comecei a trabalhar como Dj e me destaquei na área até 2010, quando decidi encerrar essa atividade e me dedicar a gravura & tradução. A partir de 2005, anualmente, faço instalações e exibições de pinturas, desenhos, edições de livros, mosaicos e gravuras. Em 2010 comecei a me infiltrar na área de tradução e interpretação, também como uma ação social. O que faz voltar intensamente para escrita e leitura, e me dispersar pra outras línguas, como dinamarquês, francês, italiano & espanhol.

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