A saga de Ommund, Ingeborg & Bendiks na Noruega e o curta do Banco do Brasil com outras pessoas brasileiras


As pessoas sempre tiveram um interesse doente em arrotar moral. As mesmas gostam de se intrometer em coisas que realmente não são importantes, uma delas é a vida sexual de terceiros. De alguma forma querem usar essa informação contra alguns. Se abastecem com o poder de julgamento, discriminação e ódio; se baseando em coisas pequenas como a cor da pele ou o tipo de cabelo. Ignorando bons princípios e valores.


1988/89 a minha mae trabalhava na CACEX (Caixa de comercio exterior do Banco do Brasil) ali ela passou a conhecer mais homens do que quando era caixa do banco, aonde 90% dos funcionários do caixa, nos anos 80, eram mulheres. Na Cacex ela estaria trabalhando com as pessoas mais aptas de todo o Brasil. O sistema dentro do Banco do Brasil era bastante interessante algumas vezes. Parecia-me que todos os brasileiros tinham como meta dentro de suas carreiras no Banco virem morar no Rio, nem que para isso fossem gerentes no exterior.

Um dia eu conheci um ex-gerente de Vienna, ele era filho de austríacos mas havia nascido em Santa Catarina. Ele deveria estar com uns 50 anos em 1990. Acredito que no período entre guerras sua família veio pra o Brasil. Podia ter sido um desacordo com o nazismo que galgava o sucesso por lá. Ou a aposta nas temperaturas de que um país tropical serem melhores para lidar com empreendimentos na lavoura.

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Um café no palácio de Schwarzenberg

Ali no Rio esse homem chefiaria a Cacex e logo inseriu, pelo poder nele confiado, num posto ralo em agencia, sua esposa também concursada do BB. Ela contudo era de outro estado, do Ceará. A moca estava muito feliz de estar no Rio, sua família podia visitá-la em fim, ela podia sair à rua, à praia, conhecer novas pessoas. O Rio de Janeiro era um sonho.

– Nao era bom em Viena? Seria maravilhoso ver as ruas que Leopoldina, Mozart & Freud circularam… – Toda ingênua ignorava eu vários outros fatores de uma história mais complexa do que aquilo aparentava, meu intuito era apenas exclamar um das minhas vontades.

A moca falou que o tempo que ela esteve lá, em Vienna, se sentira tao triste que não saia de casa de jeito maneira, era frio, cinza e nao tinha ninguém pra ficar com ela. Ela não falava inglês, nem alemão e não sabia quem eram as 3 personagens que eu havia mencionado, nem mesmo a Leopoldina, a imperatriz brasileira que era austríaca. Um par de anos depois uma outra funcionária do banco disse sobre esse episódio entre eu e a cearense:

– Viena é a cidade mais bonita que eu já estive. O jugend e o rococó dos edifícios eram deslumbrantes.  Por que alguém se auto confina diante dos cafés, dos parques, dos palácios dessa cidade? Ela não estava ali pelo lugar e desconfio que nem pelo marido.  Aquilo era uma penitencia.

A cearense gostava do catarinense? Cara, eu entre 26 e 32 anos de idade não estaria com um cara de 50, como ela. Um cara nessa idade é de uma outra geração, e mais que provável está de acordo com pensamentos ultrapassados que avançados. Eu já levantava idéias progressistas para as mentalidades da minha geração, seria praticamente impensável surgir na década de 90 qualquer interesse para caras mais velhos. Mas isso era eu. Ela não deve ter percebido tais fatores (?), ou ao menos se desligava. Não esqueçamos de contar que o sujeito tinha filhos adolescentes com sua ex-mulher, criando ainda mais um empecilho pois se entende que quando casamos queremos por completo a pessoa nas horas de lazer, também como, ter seus filhos com essa pessoa. Essa questão pode ficar abalada, já que ele teve filhos anteriormente, que apareceriam eventualmente para serem também cuidados por ela.

Isso foram as desvantagens, pesemos então as vantagens: ele era um cara cheio de bagagem intelectual que poderia erguer a carreia dela no BB. Ponto aqui, (praticamente  posições empregatícias no Brasil, inclusive a dela, ilustrando esse seguimento, são feitas a base da política), ok. Intelectual? E se o cara não passasse de um David Brent (personagem do Rick Gervais sobre chefes de repartições sem a menor responsabilidade ou preparação para o cargo que assiste)? Ela não muito ajudava a si próprio, se tornava conivente com um sistema machista pacas. Ela era a garota nova que ele arranjou pro tomar o lugar da sua ex-mulher, com mais ingenuidade, já que ele é um cara com um bolso farto de notas. – Tira a onda-mór no Happy Hour com outros gerentes.

Essa moca conheceu o catarinense através de uma lista. A própria confidenciou a minha mae como se deu o processo. Dentro do BB, havia uma espécie de IBGE dos funcionários. 1988, a minha mãe trouxe pra casa algumas dessas informações interessantes para dividir com a gente. Havia 3 Marcilias e 1 Marcilio funcionários do BB. A cearence com a mesma publicação focou na lista com nomes de gerentes. Enviou cartas (circulares) procurando se socializar com esses caras. Uns eram casados, inclusive como esse senhor, outros nem respondera, a maioria obviamente respondia de uma maneira chula, no qual ela deveria descartar pois procurava comprometimento.

Ao meu ver, essa moca deveria vir de um ambiente muito recalcado machista e retrógrado. Aliás, um estereótipo muito forte espalhado no Rio de Janeiro sobre o NE, não sei que o ponto é a veracidade disso. Acredito haver uma pressão para que ela se casasse com um homem acima do seu nível profissional e não um cara da idade dela, lá da cidade nordestina. Espero que um dia tenha caído a ficha que sua existência era mais válida, mas cheia de liberdades e que de fato ela podia ESCOLHER e encontrar alguém que se sinta NIVELADO com ela. Onde forçosamente tirar onda com que não tem se faz presença.


Molecada, (disse um prof de história por aí) quem estuda História está ocupado com objetos maiores, as instituições nacionais como os países. O que não sao fodidos, malucos, crianças, sacanas, mulheres, bichas, sambistas, funkeiros, amantes, bandidos, fracassados, a vizinha do lado, o fantasma, a iaô, a puta, a beata, a minha mãe, a passista, a filha de deus e o filho do diabo. Isso são sujeitos que divertem e desvirtuam. As circunstâncias são similares nas histórias dos sujeitos e das instituições, podem ser heroicas, fracassadas, amorosas, desgraçadas e incontornáveis.


Uma casa na Smedgate

No outono do 2010 um cara fez o percurso noturno de Stavanger e escreveu no seu blog: Erik Skredd Verden. Copiei algumas linhas dele e juntei as minhas . Também fiz o percurso no outono desse ano
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O historiador que contou a historia da Ingeborg quando eu estava presente na ronda

Nos deparamos com uma história intrigante sobre a casa na rua do ferreiro (Smedgate 4). A rua era um tanto ampla em comparação a maior parte das ruas da cidade no início do século XIX. Ali aparentemente se encontrava os grandes artesãos de Stavanger.

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“O interior da Cozinha” de Michael Martin Drolling, 1815

A casa foi construída pelo mestre alfaiate Bendix. A casa estava localizado a 50 metros dos limites urbanos de Stavanger, na época toda Storhaug eram campos e fazendas. Bendix dividiu sua casa em 2 apartamentos mais a sua firma que se localizava no nível térreo. Em seguida alugou o outro apartamento. Um dia apareceu a esposa de um jovem marinheiro na porta com um menino no braço procurando um lugar par morar. Ela se chamava Ingeborg.

Ingeborg devia estar com 20 à 23 anos de idade e seu filhinho entre 5 ou 8. Mencionaram que ela teve uma filha também mais morreu em idade pouca. Se o Bendix estava firme dentro da sociedade com sua firma nessa rua de artesãos e tinha construído sua própria casa e nem era casado ele deveria estar entao com 28 ou 30 anos de idade.

Ela não teve sorte com o marido Ommund. Como um cara pobre sem herança, terra, ou oficio, ele era obrigado à se lançar ao mar em busca de condições pra viver. Pelas leis norueguesas, metade do salário ganho em serviços no mar ficava a disposição da mulher para que ela se sustentasse, cuidasse das crianças e anciões ligados ao marujo. Erik postou que o Ommund não havia gostado do fato de dividir os ordenados com familiares e deserdou de serviços noruegueses e se alistando num navio inglês. No meu achismo, provavelmente navios-mercenários, que as más línguas dizem que no governo da Rainha Vitória era institucionalizado. Acredito ainda que num navio mercenário ele ganhasse melhor que no norueguês, salários pagos em álcool. Uma OUTRA boa explicação do porquê o Ommund ter se afiliado a um navio estrangeiro é que ele simplesmente não PODIA negar o convite de trabalho, ele era um reles operário.

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“Acabaram de se mudar” Henry Mosler, 1870

A Ingeborg e o filho ficaram sem casa. O Bendix deu uma de bom Samaritano , concedeu à Ingeborg  um lugar para viver e  também um lugar para trabalhar.  Eventualmente eles desenvolveram sentimentos um pelo outro. Eram a família ideal. Todavia não podiam consagrar essa união. Estavam a beira de serem expulsos da cidade porque ficava todo mundo de olho. Mas também não recebiam nenhuma notícia do Osmmund  apesar que muito se extraviava. A “má” notícia chegou finalmente, nesse caso, foi que Ommund estava em Amsterdam rumo à Stavanger. A esperança da Ingeborg era que o mar tivesse tragado, o cara que a deixou sem casa e com uma criança com fome.

Não foi um reencontro feliz, Ommund era um homem desligado a vida doméstica. O Erik atenta que Ommund era dado as farras na cidade, ainda embriagado como quando era seu constante em portos pelo mundo afora. Isso passava uma imagem péssima para outros siddiser¹. Bendix e Ingeborg estavam realmente incomodados e planejaram o assassinato de Ommund. Bendix estava certo de uma coisa, que se cometessem o assassinato, que esse seja fora de casa da qual ele levou tanto tempo pra construir.

Eles optaram finalmente pela mistura de cerveja & estricnina para matar Ommund. Ela foi a um lugar chamado Maria Kirken. Esse lugar era o edifício acoplado da catedral aonde serviços burocráticos eram despachados e havia também uma carceragem. A Ingeborg foi lá para requisitar o remédio contra os ratos, o pároco em serviço e o xerife que lá estavam documentaram o pedido. Ambos, o xerife e sacerdote eram vizinhos de Ingeborg e Bendix. O final de semana chegou e antes de sair o Ommund bebeu sua cerveja com uma pequena dose do veneno. Ele saiu em rumo a zona de meretrício e bebida (essas coisas nao eram separadas em Stavanger até mais ou menos os anos 60), mas voltou logo por se sentir indisposto. No sábado ele ficou doente (deve ter vomitado a casa toda, criando mais ódio na Ingeborg). No domingo animou-se novamente e estava pronto para mais um dia de festa. Dessa vez Ingeborg aumentou a dose, mas diferente do esperado, o Ommund ficou rapidamente mal e não saiu de casa, se deitou e não se levantou mais. A intenção era embriagá-lo para ele cair, de preferencia no mar, mas o maldito capotou dentro de casa.

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A primeira foto de Stavanger, datada de 1865. Em primeiro plano uma moca vestida na moda da época, usando debaixo da saia de verão uma crinolina. Logo atrás a Catedral e o edificio mais baixo ao lado dela, separado por umas árvores está a Maria Kirken.

Passado uma semana o Bendix foi chamado para uma reunião com o xerife na Maria Kirken. Através de uma denúncia o sacerdote e o xerife estavam revendo as condições da morte do irmão Ommund. Bendix confessou participação no assassinato de Ommund. Instalaram ele e a Ingeborg nas gaiolas desse apedix da catedral juntamente com dois ladrões. No tempo que ela estava presa na Maria Kirke esperando o veredicto do caso da morte do seu marido perceberam que ela estava grávida. O julgamento terminou com ambos, Ingeborg e Bendix condenados à morte pelo assassinato de Ommund. O Rei sueco² abrandou as leis que vigoravam na Noruega, Ingeborg & Bendix automáticamente receberam uma servidão perpétua.

Bendix era um cara justo & trabalhador, ele confessou o crime as autoridades eclesiásticas e de segurança. Ele era um homem bem aceito na sociedade siddiana. Ele chegou com uma carta de boa apresentação na prisão de segurança máxima em Bergen, com o tempo mais requisições (søknades) de Stavanger eram enviadas pelos procuradores de justiça (pároco local) a favor do mestre-artesao. Ele foi transferido por um navio. Em Bergen, como um alfaiate, ele era um cara útil. Mais tarde, ele recebeu vários privilégios, incluindo ser lustrador de pecas em bronze & lustres de cristais, trabalhando até fora das instalacaoes da penitenciária. E por causa disso, acaba mantendo contato com uma garota que trabalhava como empregada de algum burguês que ele também serviu. Depois de 15 anos pagando a penitencia imposta pelo estado, em 1861 ganha a liberdade. Casa-se imediatamente com essa empregada que conheceu, Marthine Marie, e volta para casa da rua do ferreiro 4.

thumb_562f83349130c470008b461f_default_bigPara Ingeborg a vida não foi lá tao fácil. Primeiro ela teve que dar a luz ao filho de Bendiks na carceragem da Maria Kirke. Nos documentos emitidos nesse estabelecimento citam Ommund como pai da criança. Isso é improvável, pois explica-se muito quando o irmão de Bendix assume a tutela do menino. Esse senhor também deve ter ficado a comando do endereço Smedgate 4 por pelo menos 15 anos.  Em 23 de marco de 1846 Ingebog inicia sua marcha para o asilo de mulheres em Kristiansand (pelo Google Maps a melhor rota a pé dá 321km em 69horas, sendo que a Ingeborg tinha acabado de dar a luz) para sua punição. Teve que encontrar uma senhora em Sola (20km plus, pois estava fora da rota) também prisioneira, para que marchassem juntas. Elas caminharam de xerife em xerife antes de virem para a cadeia de Kristiansand em 2 de Abril. Sem parada em quiosques para conter fome. Apesar dos primeiros raios de sol mostrando toda exuberância dos contornos da floresta norueguesa ainda é frio que doí os ossos. Eu fico me perguntando, Ingeborg; Ingeborg, por que voce não arranjou de morar num buraco qualquer dentro da terra ou entre rochas, na floresta ou não pegou um barco e se mandou dali, ía para Amsterdam ou para Copenhagen, por que não fugiu? Se vc não tentasse fugir, vc acha que eles iriam a sua procura te matar? E Ela responde bem vai baixinho no meu ouvido:

-Iriam. – Quem pode fugir é o Sinatra, que pega o carro e vai embora. Eu tinha esperança que tudo iria acabar bem.

O agente do clero encarregado do asilo em Kristiansand não gostou da Ingeborg. Esse homem escreveu em seu primeiro relatório que ela não mostrava remorso e era ao mesmo tempo alegre e feliz. Se não fosse as recomendação feitas pelo pároco de Stavanger, o eae69baff88f3106dcdf85a5cdf4e56f4ncarregado em Kristisand não ía pegar leve nunca com a Ingeborg. Depois de muito anos amolencendo o pároco de lá, ele começou a investir em søknader pela liberdade da moca. Foram 25 anos nessa brincadeira. Nos 20 anos que ela esteve presa, Ingeborg perdeu seus 2 filhos na Italia, ambos marujos. Um, numa contenda em Genova e o outro, filho de Bendix, em Nápoles num acidente. Ela nunca chegou a conhecer esse filho. E ainda por cima, o Bendix agora se encontrava casado. Em 1871, ela é agraciada com a libertada.

Ela voltou para Stavanger, foi bater na casa da rua do ferreiro 4 e pela santa madrugada foi recebida com toda a felicidade pelo Bendix. Bendix havia se tornado viúvo! Muito provavelmente a sua senhora deve ter tentado parir e morreu, pois não foi mencionado nenhum rebento dessa união que durou uns bons 8 anos. Ainda assim Ingeborg & Bendix não consagrariam pelas leis da igreja e dos homens seu amor. A mulher de Bendix deixou em testamento que sua herança só seria desfrutada por seu marido caso ele nunca mais viesse a desposar alguém. Ingeborg é, portanto, citada como governanta nos jornais oficiais, mas diz-se que eles viviam como um casal. O nível de analfabetos principalmente das mulheres decaiu em Stavanger e nitidamente a cidade sentiu na pele que denuncias à igreja sobre a conduta de terceiros não era mais o tipo de entretenimento que eles queriam.

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“O testamento” – Jean-Eugène Buland, 1887

Bendix morreu em 13 de julho de 1887. Ingeborg não iria receber nada do Bendix e acabaria no Spinning hus, um tipo asilo que tinha no final dessa rua aonde pessoas pobres passavam os dias a fiar. Mas em 1885 Bendix foi ao tabelião e redigiu de próprio punho um testamento onde ele deixa toda a sua fortuna para Ingeborg. Ela trabalhou fielmente para ele sem ser paga por muitos anos. Ele temia também que parentes de sua ex-esposa fossem capazes de intervir na herança. Ingeborg comprou a casa em Smedgate 4 e permaneceu ali pelo resto de sua vida. Ela morreu em 1891, como uma senhora rica e respeitada.

Em 1980 o proprietário que havia adquirido o imóvel encontrou um crânio num armário. Ele o entregou para a polícia, mas nada mais foi publicado nos jornais, há de pensar que o Ommund não foi o único a padecer neste endereço. O Erik também recomendou Jan Fredrik Berg, “Casa feita sob encomenda perto da St. Peder” de 2009.


Epílogo

Existe um romantismo do Bendix & Ingeborg que os nossos olhos contemporâneos desconhecem, um romantismo que se lê nos grandes clássicos, que me parece agora que não era fruto só da imaginação daqueles artistas, era também obtido de histórias reais ouvidas e vistas em suas idas e vindas.

A cearense que nao viu beleza nas ruas de Vienna não vivia nem a docura do ilumismo nem a extravagancia da Belle Epoque. Ela estava na rudeza da Blitz que não soube amar.


¹) Siddis é o natural de Stavanger.

²) O Rei Oscar I, era liberal e isso siginifica um passo enorme pela democratizacao. Ele era contra o depotismo exercido por seu pai e antecessesor no reinado da uniao Sueca-norueguesa. Ele nasceu em Paris e seus primeiros 20 anos, antes de ser coroado rei, coube-lhe o posto de vice rei, uma espécie política e militar exercida comumente na Franca e Italia por outros membros da casa de Bernadotte & Beauharnais. Ele se casou com a irma mais velha da Imperatriz Amélia, segunda esposa de D. Pedro I.

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Publicado por: This Leksus

Naturalmente carioca da gema. Levantei a bandeira da união dos estudantes em 1990, mantive contatos do setor cultural aonde fui a curadora por 2 anos seguidos no periódico e da rádio interna. Essa mídia chegava à 2000 estudantes em 1992. Participei de cursos de pintura abstrata com Mollica (1947-2013) e desenho de Modelo Vivo com Giancarlo Bonfanti na Escola de Artes Visuais do Parque Laje de 1987-1992 e em outros institutos de arte. Estudei na USU, UERJ & UFRJ, arquitetura e urbanismo, Educação artística & Figurino respectivamente. Meu primeiro projeto foi a fonte do Banco do Brasil com seu logotipo, nas dependências da Agencia I do Banco no Rio de Janeiro. Em 1995, cursei por um breve período a Escola Politécnica de Lisboa, aonde desenvolvi uma tese sobre o Manuelino. Muitas descobertas, e não parei de fazer cursos extras em outras grandes universidades cariocas. Senai Cetiqt, Universidade Candido Mendes, UIS (Noruega). Trabalhei com Alexandre Hercovich para Semana da Moda no Rio em 1997. Nos anos seguintes criei o cenário e costumes para a peça Frida Kahlo no Teatro do Museu do Catete. Nessa época comecei a trabalhar como Dj e me destaquei na área até 2010, quando decidi encerrar essa atividade e me dedicar a gravura & tradução. A partir de 2005, anualmente, faço instalações e exibições de pinturas, desenhos, edições de livros, mosaicos e gravuras. Em 2010 comecei a me infiltrar na área de tradução e interpretação, também como uma ação social. O que faz voltar intensamente para escrita e leitura, e me dispersar pra outras línguas, como dinamarquês, francês, italiano & espanhol.

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