Inconstantes que se tornam icônicos


Esse meu blog se completa com o que eu guardei de um contato com as pessoas, e as vezes, o que elas mesmas guardam também de um contato com outras pessoas.

Muita gente ligada à movimentos mais espirituais defendem que qualquer pessoa no mundo tem uma forte significância na sua vida, seja pra mal ou pra bem – igualando o status da sua mãe com um ser desconhecido. Hoje mesmo você pode conhecer a pessoa que irá mudar a sua vida pra sempre. Você talvez não saiba disso… E talvez também você nunca mais irá ver essa pessoa. Pode ser uma ação, pode ser algo que ela diga à você.

Diariamente nós estamos expostos a uma quantidade de gente soberba. Revendo a história da humanidade podemos ver que era tudo muito diferente antes. O comum mesmo pra maioria era passar tempos e tempos com um numero muito limitado de pessoas, pessoas com nível também limitado de informação.

Na sua sala de aula quantas pessoas você via diariamente, 40? Na geração anterior era menor esse número de constantes, nas gerações mais antigas menos era ainda, até só os meninos terem essa liberdade de ver outros meninos da mesma idade se desenvolvendo igualmente. As meninas de tais épocas na maioria dos lugares em volta do globo, apenas conheciam sua família. Esta poderia ser avó, as tias, o cachorro, a mãe, o pai e os irmãos menores/maiores. As vezes nenhum dos aqui mencionados havia, como ficava o desenvolvimento dessa moca, que um dia poderia vir a ter um filho?

“A tradição de submissão feminina total persistiu em aldeias coreanas até tempos recentes. Um estudioso local, proveniente de Chungcheong, conhecidamente como uma região coreana bem conservadora, observa que na década de 1940, um camarada dele morre e imediatamente sua jovem esposa comete o suicídio. Esse ato dela foi comemorado por sua própria comunidade como um excelente exemplo de devoção ao dever.

A segregação de sexos nesse país foi muito comum até cerca 30 anos atrás, também dentro de casa. Diz-se que o passatempo tradicional de Neolttwigi, um jogo de saltar para cima e para baixo em um tipo de gangorra engenhosa, originou-se entre as mulheres entediadas que queriam espreitar sobre os muros altos das propriedades familiares para ver o que o mundo exterior era. As mulheres das classes mais baixas conheceram a liberdade antes porque participavam de trabalhos agrícolas e se tornaram uma forca econômica para (…).” – fonte do Wiki.

life mag
nushu

Chinesas e coreanas criaram diversos alfabetos dentro dos seus clãs e famílias por causa da desassistência oficial de seus países com a educação para as mulheres, usando também da vantagem de estarem segregadas, por muito tempo esses códigos sigilosos eram o modo delas passarem as receitas de jantares, os bons modos de conduta, também como, a musica e poesia – irônico é que uma boa esposa seja salva através de um método subversivo. Uma das mais famosas línguas escritas femininas é o da região Xiangnan Tuhua no sul da China. 

Como se vê a única arma mesmo que existe para emancipação feminina é a comunicação.

Além dos constantes, os inconstantes – que pode ser um número maior de pessoas na sua vida -, e ainda somarmos os contatos através de livros, jornais/revistas, televisão, internet, radio e telefone, a nossa vida está completamente preenchida socialmente de info. Existe cada vez menos lugar para a religião e mais apoio a igualdade de sexos – penso eu. Por favor, não deixemos a peteca cair.

Os constantes são aqueles que você todo dia vê, o seu imediato no trabalho, a mesma moca do supermercado, o seu parceiro, o seu vizinho, etc… Inconstantes são o resto do bairro, os passageiros do ônibus, etc… A comunicação não só faz o jornalista ou artista entrar na sua vida todos os dias mas também a informação da vida deles.

jonh & yoko
John & Yoko

Por acaso esse trabalho de mídia sempre me interessou e desconfio também que foi o que alimentava mais o John Lennon no projeto dele de vida de se tornar um rock star. A minha mãe também trabalhou como mídia de informação num breve período da sua vida. Ela sabia que aquilo que ela estava fazendo seria o legado dela mais importante até o dia que ela me concebeu. Durante 4 anos ela deu aula de português e matemática a alunos da 6 série num colégio de Santa Cruz. Será que ela conseguiu mesmo gerenciar aquilo que ela queria? Dar cultura aos menos favorecidos que assim como ela precisariam galgar 150% pra se equipararem…

Se vocês entenderam bem o parágrafo sobre os constantes e inconstantes, entendam que o John Lennon é uma constante na minha vida, suas musicas e sua vida são temas de conversa com meus amigos e o meu marido, pela tevê e todas as formas de comunicação ele sempre apareceu e aparecerá, já os coreanos são inconstantes. Eu por acaso tive um camarada coreano que sentava ao meu lado na sala de aula, não lembro o nome dele… ele foi exclusivamente no ano de 1992 uma constante, depois não. Pelo fato de ter escrito meu nome traduzido no alfabeto exótico daquele país e por um momento iluminado eu ter reproduzido na parede do meu quarto, essa pequena intervenção não deixou a figura desse ser fosse apagada da minha memória para todo o sempre. Lá estava riscado na parede algo confuso que apropriava um ilustre visitante perguntar o que estava escrito e que língua era aquela, por muitos e muitos anos.

Mas infelizmente, conservo a mania errada de computar os arquivos negativos no meu chip. Uma garota que volte e meia entra nas minhas lembranças ilustrando um mundo do qual eu não me conectei, que eu sentia e fazia questão de não pertencer, chamava-se Ana Paula. Se ela não fosse tão rechonchuda e nem dentuça eu a enquadraria no texto anterior de Carioca Vital, mas ela fica de fora, porque me desculpe, mas “beleza é fundamental”.

Ela foi da minha turma não mais do que um ano também, mas esteve por perto nas turmas vizinhas, na mesa de lanche, nas festas, nos acontecimentos desportivos da escola pelo menos entre os anos de 1985 à 1990. Nesse intervalo 2 passagens nunca apagaram do meu HD:

(primeira passagem) – Eu disse na janta que amo batata-frita. A minha avó que é Testemunha de Jeová disse que eu amo primeiro Deus. Dei um chega pra lá na minha avó, kkkkkkkk – Isso explicava muita coisa pra mim.

(segunda) – Que engraçado a garota fica grávida, kkkkk, muito burra ficar em hospital público. – Volte e meia se levava jornais para escola e 1989 se tornou moda comprar jornais como o Dia e o Povo que meio fazem graça da miséria e da desgraça. Nesse tom, foi recebido por essa menina de 15 anos, que uma moca no outro lado do bairro, com 20 anos de idade que estava em coma de 1 ano, vítima de acidente de carro, ficara grávida. O hospital se retirava da responsabilidade. Quando isso é engraçado? Aonde? Ao arguir, pois parece que entendemos errado, a pessoa se põe como a mais certa do mundo. Retirada todas as dúvidas, se concluía que ela de fato achava que a cultura ao estupro era bela.

Nessa corrida presidencial, entre as figurinhas menos cotadas, existe um cara chamado Levy Fidelix. Mesmo com um nome tao gay, nao se enganem amiguinhos, o cara nao passa de um escroto. Revendo seu currículo notei que nessa determinada época do segundo comentário da Ana Paula, ele foi o marqueteiro oficial na campanha do Collor. Hoje sem muito prestígio no mercado quiz provar que seu potecial ainda dá caldo, deu pra ele um pequeno problema. Mas tao ruim quanto, foi ele promover e irradicar no Rio, Minas e ES esse jornalismo agressivo baseado em mentiras, promovendo a misogenia e a violência, ao qual foi cabeca durante 40 anos.

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Publicado por: This Leksus

Naturalmente carioca da gema. Levantei a bandeira da união dos estudantes em 1990. Depois que vi que a bandeira era tipo lilás, caí fora, mas mantive contatos do setor cultural aonde fui a curadora por 2 anos seguidos no periódico e da rádio interna. Essa mídia chegava à 2000 estudantes em 1992. Participei de cursos de pintura abstrata com Mollica (1947-2013) e desenho Modelo Vivo com Giancarlo Bonfanti na Escola de Artes Visuais do Parque Laje de 1987-1992 e em outros institutos de arte. Estudei na USU, UERJ & UFRJ, arquitetura e urbanismo, Educação artística & Figurino respectivamente. Meu primeiro projeto foi a fonte do Banco do Brasil com seu logotipo, nas dependências da Agencia I do Banco no Rio de Janeiro. Em 1995, cursei por um breve período a Escola Politécnica de Lisboa, aonde desenvolvi uma tese sobre o Manuelino. Muitas descobertas, e não parei de fazer cursos extras em outras grandes universidades cariocas. Senai Cetiqt, Universidade Candido Mendes, UIS (Noruega). Trabalhei com Alexandre Hercovich para Semana da Moda no Rio em 1997. Nos anos seguintes criei o cenário e costumes para a peça Frida Kahlo no Teatro do Museu do Catete. Nessa época comecei a trabalhar como Dj e me destaquei na área até 2010, quando decidi encerrar essa atividade e me dedicar a gravura & tradução. A partir de 2005, anualmente, faço instalações e exibições de pinturas, desenhos, edições de livros, mosaicos e gravuras. Em 2010 comecei a me infiltrar na área de tradução e interpretação, também como uma ação social. O que faz voltar intensamente para escrita e leitura, e me dispersar pra outras línguas, como dinamarquês, francês, italiano & espanhol.

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