Colégio Marista São José da Usina – RJ


Eram por dados arquivos perdidos na minha memória…  Durante os anos de 2003 à 2007 minha memória pifou de vez por causa da produção 12227156_104413459925644_2770043519812779516_nde leite durante a gravidez e logo depois a amamentação. Todo ferro se esvai no leite de encontro ao bebês. Passei a escrever, transferiria a minha memória para as máquinas deixando espaço livre pra outra coisa. Também: reaprender, reencontrar minha própria língua, não deixar o samba morrer.

A minha primeira investida numa festa outsider.

Com a idade que a minha filha está agora, eu fui uma vez convidada a uma festa de aniversário. Era o aniversário de um camarada de um colega meu da escola que não era da minha sala. Eu não lembro muito deles, como eram exatamente suas feições, nem mesmo seus nomes. Eram morenos de cabelos, garotos normais, do qual eu passava os recreios jogando voley ou batendo cartas. Precisando um pouco mais num ambiente que contava com nada menos de 5 mil estudantes nos anos 80 entre o maternal ao terceiro ano do secundário, eles seriam um tipo de estudante que não duravam mais que dois anos naquela escola. Eles não eram observados, caracterizados como um real estudante Marista. O que muitas famílias não deixavam de referirem a mim da mesmíssima maneira. Esperavam que logo atendesse o colégio Batista ou o Pallas, mas ainda perdurei naquela droga de colégio por uns longos 8 anos.

A família desse garoto que me convidara pra festa parecia estar abaixo do poder de compra médio das famílias que frequentavam esta escola. Na escola em momentos prévios a festa, perguntei ao menino anfitrião, quem ele havia convidado ele disse que havia chamado muita gente da escola. Quando eu cheguei à festa com aquele amigo em comum que morava meio perto de mim, o sótão do prédio do menino na Usina se encontrava vazio de pessoas, apenas preenchido com a música da Madona. Um menino a mais veio.  O pai do garoto mostrou a cozinha do play-sótao deles apinhada de salgadinhos, hummm. Só sei que os meninos brincaram de pique, a gente comeu a beça, eu dancei sozinha enquanto comandava o som, o que não era um novo INTERESSE meu.

O coitado do garoto estava achando a festa um fracasso. Parecia mesmo de inicio uma festa de terror, mesmo com o som do new wave de fundo que nos trazia a realidade daquela época. Já eu de relance sentia que estava em Berlim oriental de 1958, “in” para mim.

Depois dessa nunca evitei de ir a acontecimentos, qualquer que sejam, o fator surpresa realça qualquer coisa.

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