Genealogia


Quero chamar a atenção da importância desse estudo. Faz parte desse conceito aonde você esta no tempo e no espaço.

Não entendo as pessoas se perguntarem tão pouco “quem nós somos”, “da onde viemos” & “porque somos assim”. A maneira que eu encontrei mais simples pra responder tais perguntas é através do estudo dos nossos antepassados. Tem mais a ver com um estudo social do que biológico, muito mais. Foco no que passaram, que ambiente civilizado ou hostil estavam mergulhados, que carga educacional obtiveram e o que edificaram.

Eu acho que não existe mais possibilidades d’um dia ter que ir ao Espírito Santo para catar alguma coisa sobre essa mulher: dona Eufrosina de Lima.

Já estive no ES um par de vezes, um com os meus pais em 1991 e a outra, com a USU em 1996. Ambas as vezes, passei longe da Serra (do qual nunca soube o nome mesmo). Meu avô me contou muitas lembranças tristes desse canto da Floresta Atlântica sem querer se fazer assim, muito pelo contrário, tentava extrair o melhor de todas aquelas memórias.

eufrozina
Eufrozina de Lima

Um dia, na verdade durou umas boas 2 semanas pintei essa dona da foto em óleo – a própria Eufrosina com cerca trinta poucos anos, que a UFRJ tomou. Queria muita essa pintura de volta porque ficou boa.

De repente acessando o site do estado do ES encontrei um link que digitando nome de família iria ao dia, mês e ano da chegada da família italiana ou germânica ao estado. Lima, deu direto na Ana Lima que chegou com 3 crianças, uma delas recém nascida e o chefe de família Giuseppe Coppo.

A Eufrosina é brasileira, nasceu no ano seguinte deles aportarem no Brasil. Eles possivelmente não eram casados, eram proletariados pobres na Itália, foram colonos pobres no Brasil.

O cidade de Muniz Freire e a própria Cachoeira de Itapemirim eram povoados por índios até por volta de 1820. E nessa época mesmo começou a vir gente de toda a parte para garimpar ouro. Vem tropeiros, vem prostitutas, pessoal cheio de forca pra trabalho, mas nenhuma preparo civilizado ou civilizatório, e logo esse espaço é dado como um lugar sem lei. A corte decreta algo por volta 1850, o governo se coça e logo erguem uma escola e os correios na mesma década! Na minha opinião bastante eficaz, o que incita a uma série de perguntas como: “Será que estavam contando com investimentos na extração de minérios?” Ou “… contando com produção de frutas ou a própria cana para a industria alimentícia?”

A primeira fazenda do local era de um “suíço”¹ em 1810. A iluminação pública veio em 1890. Os colonos italianos comecararam a plantar café nessa mesma década que mais uma avanço público foi aderido.


¹) Queria antes de tudo confirmar essa informacao que nao tem cara boa cara.

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Publicado por: This Leksus

Naturalmente carioca da gema. Levantei a bandeira da união dos estudantes em 1990. Depois que vi que a bandeira era tipo lilás, caí fora, mas mantive contatos do setor cultural aonde fui a curadora por 2 anos seguidos no periódico e da rádio interna. Essa mídia chegava à 2000 estudantes em 1992. Participei de cursos de pintura abstrata com Mollica (1947-2013) e desenho Modelo Vivo com Giancarlo Bonfanti na Escola de Artes Visuais do Parque Laje de 1987-1992 e em outros institutos de arte. Estudei na USU, UERJ & UFRJ, arquitetura e urbanismo, Educação artística & Figurino respectivamente. Meu primeiro projeto foi a fonte do Banco do Brasil com seu logotipo, nas dependências da Agencia I do Banco no Rio de Janeiro. Em 1995, cursei por um breve período a Escola Politécnica de Lisboa, aonde desenvolvi uma tese sobre o Manuelino. Muitas descobertas, e não parei de fazer cursos extras em outras grandes universidades cariocas. Senai Cetiqt, Universidade Candido Mendes, UIS (Noruega). Trabalhei com Alexandre Hercovich para Semana da Moda no Rio em 1997. Nos anos seguintes criei o cenário e costumes para a peça Frida Kahlo no Teatro do Museu do Catete. Nessa época comecei a trabalhar como Dj e me destaquei na área até 2010, quando decidi encerrar essa atividade e me dedicar a gravura & tradução. A partir de 2005, anualmente, faço instalações e exibições de pinturas, desenhos, edições de livros, mosaicos e gravuras. Em 2010 comecei a me infiltrar na área de tradução e interpretação, também como uma ação social. O que faz voltar intensamente para escrita e leitura, e me dispersar pra outras línguas, como dinamarquês, francês, italiano & espanhol.

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2 comentários sobre “Genealogia”

  1. para variar escrevi no lugar errado (lá no feed), mas entro pouco e as vezes gasto tempo tentando identificar onde está publicado, como compartilho etc.
    Como sempre adorei, mas entendo que carece de um link (veja meu o comentário no próprio feed) vai ficar mais legal e inteligível para seus amigos. Quero participar quando der.
    Concordo com o estudo da ascendência e incluiria além dos fatores ambientais, aspectos sociais e educação, o fator biológico tb, pois muitas coisas eu tenho do vovô e da minha bisavó, avó da sua avó (aquele quem criou a mamãe), segundo depoimentos da mamãe. Um exemplo dado por ela, é meu gosto por chá e coisas naturais (fruta do pé, crença nas ervas medicinais etc). Amo a história do figo, que eram encapados ainda na árvore para que ficassem protegidos dos pássaros. Novamente: aposto no mosaico!Bjs tia

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