E o vento levou.


Essa ilustracao é a parte do filme que mais gosto. Nao é um ápice, é o prólogo do desfecho.

Eu acho que em todo Novo Mundo filme sempre foi muito cultuado. Aqui na Noruega, surpreendentemente, esse épico pouco surtiu efeito. 

Catei na web a única foto que poderia ilustrar melhor a personagem de Scarlet O’Hara nesse drama. Na cena que tanto gosto, ela está num vestido de 1880, pois Belle Epoque (1970-1914), em cor & forma bem representados. Um belo exemplo confeccionado expressamente para ser usado no teatro ou em festas de grandes cidades daquela era. Obviamente, acompanhada pelo próprio marido, um pessoal importante de estado ou artistas reconhecidos da sociedade. Mas não, mais uma vez, o filme desmonta as expectativas e revela o viés, a personagem usando seu melhor vestido para impressionar o marido daquela que seria sua única amiga.

A personagem principal manteve a sua vida adulta inteira penitente a sua paixão platônica. Enquanto isso, ela se casou três vezes, perdeu seus pais, teve uma filha, salvou a vida de pelos menos 2 pessoas, matou um homem, foi humilhada pela movimentacao social depois do colapso escravagista, lutou direta e indiretamente na guerra, começou a beber, desenvolveu uma carreira profissional que a fez sair da miséria e voltar a ser rica novamente.

Scarlett-& meløanni
Melaine introduces the great village villain to her other guests. A feeling in the audience in the theaters was like: “Good lucky Melaine”

Scarlet está aí para nos mostrar que a vida tem sentido quando lutamos por ela. Nossa heroína esteve lutando sempre, ela sabia o que queria. Seria assim tão gloriosa se tivesse mesmo casado com Ashley? Ela talvez se enganasse – como todo mundo faz, pelo menos uma vez na vida – que fosse sim, feliz e completa. Se enganou uma única vez durante um longo período.

Atento aos leitores que exceto pelo fato de que ambos, Scarlet & Asheley fossem herdeiros latifundiários, suas características eram opostas em absolutamente todos os sentidos. Ashley nao bebia ou gostava de estravangancia, danca ou música, nao enriqueceu depois da guerra, fora submisso a sua fé enquanto que Scarlet nao poupava esforços pra desobedecer leis e dogmas cristãos pra obter dinheiro e sucesso, se considerava acima dos tabus.

scarlett-ohara-profile
by Walter Plunkett

De volta à cena. A madame chega escoltada por Rett Buttler – o seu marido da vez, que estava planejando deixá-la – à casa dessa classe média do século XIX, com 2 quartos, uma sala de teto baixo – um tanto aconchegante – e uma cozinha sem escravos ou empregados negros. Ela destoava dali. Aqueles criaturas, crentes em Deus, a viam como sendo o demônio personificado.

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hei, nao me diga que nunca viu esse filme?

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Publicado por: This Leksus

Naturalmente carioca da gema. Levantei a bandeira da união dos estudantes em 1990. Depois que vi que a bandeira era tipo lilás, caí fora, mas mantive contatos do setor cultural aonde fui a curadora por 2 anos seguidos no periódico e da rádio interna. Essa mídia chegava à 2000 estudantes em 1992. Participei de cursos de pintura abstrata com Mollica (1947-2013) e desenho Modelo Vivo com Giancarlo Bonfanti na Escola de Artes Visuais do Parque Laje de 1987-1992 e em outros institutos de arte. Estudei na USU, UERJ & UFRJ, arquitetura e urbanismo, Educação artística & Figurino respectivamente. Meu primeiro projeto foi a fonte do Banco do Brasil com seu logotipo, nas dependências da Agencia I do Banco no Rio de Janeiro. Em 1995, cursei por um breve período a Escola Politécnica de Lisboa, aonde desenvolvi uma tese sobre o Manuelino. Muitas descobertas, e não parei de fazer cursos extras em outras grandes universidades cariocas. Senai Cetiqt, Universidade Candido Mendes, UIS (Noruega). Trabalhei com Alexandre Hercovich para Semana da Moda no Rio em 1997. Nos anos seguintes criei o cenário e costumes para a peça Frida Kahlo no Teatro do Museu do Catete. Nessa época comecei a trabalhar como Dj e me destaquei na área até 2010, quando decidi encerrar essa atividade e me dedicar a gravura & tradução. A partir de 2005, anualmente, faço instalações e exibições de pinturas, desenhos, edições de livros, mosaicos e gravuras. Em 2010 comecei a me infiltrar na área de tradução e interpretação, também como uma ação social. O que faz voltar intensamente para escrita e leitura, e me dispersar pra outras línguas, como dinamarquês, francês, italiano & espanhol.

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