Radiografia do imigrante moderno


Um amigo me propôs o seguinte:

Convencer a sua namorada a se mudar com ele para Noruega.

tn_Mr__Burns_by_monomauve
arte baseada na figura do Sr. Burns do seriado Simpsons

Ele queria mostrar que não é assim um bicho de 7 cabeças¹Bem, se um não quer, dois não brigam.  Imagino eu, se ele arrisca a pedir a terceiros tal coisa é porque ele deve gostar pacas dela. Isso atrasa a vida da gente. Nesse ponto eu tenho que concordar com Mr. Burns² que 3 coisas são umas barreiras na nossa trajetória rumo ao sucesso: Família, Amigos e Moral.

Antes de eu vir pra Noruega, aliais antes de conhecer o meu marido, a partir de 1997, eu estava muito querendo terminar meus estudos em qualquer outro país europeu. Parece que eu havia passado a vida inteira projetando esse meu desligamento do Rio, e talvez por isso, aproveitei minha vida como carioca muito bem.

Numa dessas minhas pesquisas de como ir pra Inglaterra, estudar e trabalhar, fui ao Conselho Britânico, na Urca, pra um briefing. Eles focavam os perjúrios da classe média na Grã-Bretanha. Geral não sabe lavar, arrumar, fazer comida sem empregada ou mesmo chegar nos horários certos. Acho que nao é bem assim, mesmo por que muita gente faz o mesmo no Brasil. E de mais a mais, isso se aprende rápido.

Eu conheci um casal em Stavanger, ficavam de mi-mi-mi por causa do frio, da falta do que fazer (?). Terminado o seu contrato do trabalho de engenharia, ele nao renovou e  voltaram pra Gávea.

FALTA DO QUE FAZER é sim a falta de criatividade, falta de dinheiro (claro) ou saber procurar.

FRIO: saiba se vestir adequadamente.

VIDA DOMESTICA: você não precisa limpar a casa se não quer, eu limpo a minha.

A-HA: O que eles não falam e eu imaginava o quanto era ruim, mas é pior, é a sociedade marxista que chegou em seu pico nos anos 90. Todo mundo é igual até que seu sutaque nos separe.

Com muitos estrangeiros, aparece-se a diferenças sociais e delimita-se acessos. Eu não quero ser etiquetada como latina.

radiografia da favelaO Brasil tem uma população de 190 milhões de pessoas, o Ibope dá uma margem nessa conta de pessoas não contadas, mas podem haver mais. Nos anos 90, apresentava-se no Rio um percentual de 48% da pop.  dita “favelada”. O governo mais recentemente em 2011 deixou uma nota que o 80% desses moradores são de classe média.

Eu tenho lá as minhas dúvidas de como precisar qual e como é formado um perfil classe média que passe a todas as culturas tao distintas em volta do globo, de consumos distintos também. Agora eu já acho o seguine: a classe media que conhecíamos no Rio de Janeiro no século XX são classe alta nos padrões mundiais.

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Publicado por: This Leksus

Naturalmente carioca da gema. Levantei a bandeira da união dos estudantes em 1990. Depois que vi que a bandeira era tipo lilás, caí fora, mas mantive contatos do setor cultural aonde fui a curadora por 2 anos seguidos no periódico e da rádio interna. Essa mídia chegava à 2000 estudantes em 1992. Participei de cursos de pintura abstrata com Mollica (1947-2013) e desenho Modelo Vivo com Giancarlo Bonfanti na Escola de Artes Visuais do Parque Laje de 1987-1992 e em outros institutos de arte. Estudei na USU, UERJ & UFRJ, arquitetura e urbanismo, Educação artística & Figurino respectivamente. Meu primeiro projeto foi a fonte do Banco do Brasil com seu logotipo, nas dependências da Agencia I do Banco no Rio de Janeiro. Em 1995, cursei por um breve período a Escola Politécnica de Lisboa, aonde desenvolvi uma tese sobre o Manuelino. Muitas descobertas, e não parei de fazer cursos extras em outras grandes universidades cariocas. Senai Cetiqt, Universidade Candido Mendes, UIS (Noruega). Trabalhei com Alexandre Hercovich para Semana da Moda no Rio em 1997. Nos anos seguintes criei o cenário e costumes para a peça Frida Kahlo no Teatro do Museu do Catete. Nessa época comecei a trabalhar como Dj e me destaquei na área até 2010, quando decidi encerrar essa atividade e me dedicar a gravura & tradução. A partir de 2005, anualmente, faço instalações e exibições de pinturas, desenhos, edições de livros, mosaicos e gravuras. Em 2010 comecei a me infiltrar na área de tradução e interpretação, também como uma ação social. O que faz voltar intensamente para escrita e leitura, e me dispersar pra outras línguas, como dinamarquês, francês, italiano & espanhol.

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