Sinta Sintra


Conversando com os idosos e hippies por dentro ou nas imediações do shopping chamado 45 aprendi muita coisa, uma delas era as praticle jokes. Apesar de nao seu muita dada a esse exercício, me incitava a conversar com tal galera a principio era sair daquela bolha que me cerceava, a outra é ter mesmo um novo e menos viciado ponto de vista. Muitos desses eram portugueses e italianos o que já abastecia o meu interesse.

Já havia estado em Portugal e me fascinei por Sintra. Fui a segunda e na última vez que estive lá, visitei esse canto turístico desacompanhada. Havia viajado por um ônibus que ia de Cascais direto pra essa serra. Nas minhas comparações urbanísticas lembra muito o Alto da Tijuca pela proximidade de Lisboa.

Ana Paula Museu Anjos Teixeira

“Nu feminino” por Anjos Teixeira

Armada com uma boina vermelha que destoava da casaca de veludo azul que descolei na baixa dias anteriores, olhava muito ao redor para ver se me enturmava com locais. Nada. Cheguei a ver uma garota com uma boina verde e pullover da mesma cor do ônibus quase entrado na cidadela. Depois de saltar no ponto final, teria que andar por volta de 1 km até chegar ao burburinho daquela vila.

Passei por um velhinho que olhava fixamente uma dona, era uma escultura belíssima a beira da estrada, mas a frente pude perceber o braco dele que estava em movimento repetitivo e exaustivo. Ali nesses momentos que encurtam a distancia e focam a imagem, mais que de repente a minha curiosidade sobre a stuff-no-one-told-me-snotm-alex-noriega-78-5742ed227c8f1__605ação do velhinho se dissipou e logo, muito logo, mudei de lado da rua e por todos esses fatores não fiquei pra tirar foto de uma fonte mourisca que também se encontrava nesse lugar.

Chegando acalorada pelo passos rápidos e longos que me fizeram voar ladeira acima, fui direto à maior padaria que parece com muitas outras padarias centenárias espalhadas por Portugal com um balcão longo em “U”, azulejos aqui e acolá e a vidraria imensa mostrando tudo o que fizeram durante toda a madrugada. Não sentei pra comer ali, fui ver os passantes. Taticamente localizada, comendo o meu doce português, um ônibus escolar estaciona naquele momento, dali descem várias crianças portuguesas para visitar os castelos da cidade. Os rapazes que saíram do ônibus gritam:

– Pedro, Pedro… – gravei essa cena como se tirasse uma foto qualidade Kodak usando apenas os meus olhos.

Quando saí do Palácio da Pena, a um passo sobre a estreita trilha pela mata que leva de volta ao vilarejo, um menino me chama:

– Senhora, você deixou cair o seu cachecol. – Quando me virei para trás para ver quem-seeracomigomesma, percebo que o gar13320362_1083488298391722_4238345299970274257_ooto que pegou o meu cachecol era justamente o mesmo Pedro que os garotos chamavam já de fora do ônibus. Não perdi a oportunidade e respondi:

– Obrigada, Pedrinho – sem retocar o meu sutaque carioca. O menino que sorria docemente trancou a cara em terror:

Você é uma bruxa!!! – E correu para avisar os outros meninos. Eu entrei floresta adentro sem mais problemas.

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