Nós nao temos controle


João Mors em 11 de outubro de 2013 escreveu:

Não é de hoje que eu escuto a gente bem criada da classe média, cheia de medo, levantando a questão da necessidade da polícia. Diante do absurdo que é a questão da segurança pública no Rio, tem ser humano que já me perguntou como é que ficaríamos se não tivéssemos polícia. 
Pois é, camaradas. Ficamos exatamente assim. (…) Porque polícia é coisa que o Rio não tem.

Eu comeco achar que classe média assustada é um virus que eu nao contraí até hoje. Desisti de ter alguém que estudou no colégio Marista Sao José em listas sociais, isso é requentar o café. Porque mesmo aqueles que eu me dava naquela época, nao deixavam de ser farinha do mesmos saco contaminado. Apareceu um malho contra as mulheres no meu feed de NOTICIAS, aluno marista – batata. Ele pode até achar engraçado, mas eu achei vergonhoso demais. Perfil desse cara: ADVOGADO, formado pela UFRJ, seu pai é imigrante espanhol, dono de cabarés em Copa.

Outra, filha de diretor aposentado de uma empresa mista (50 ações do governo plus ações do setor privado), arquiteta pela UFRJ, copiosamente rejeitada por nao ter um arquetipo sensual e posta de lado junto a outras garotas com arquetipos não-CONVENCIONAIS. Durante sua reaparição na minha vida através desses programas sociais, postava nas redes coisas acucaradas, absolutamente nada que fosse acrescentar a nossa distanciada amizade algo novo, algo frutífero. Até repostar uma carta calibre conservador, focando as profissionais do lar em detrimento da lei que saiu que valorizava a classe. Mas postar 2 vezes um cantor brega propagando contra o aborto, foi dose pra leão. Não tive muita escolha ao nao ser cortá-la das minhas relações futuras.

pubis-cresposPassando pelos nomes que curtiram o tal post, notei a repeticao dessa classe tijucana fóssil, muitos dos seus próprios carrascos.  Até de repente eu chegar no Adão, o mais azul¹ dos inspetores do colégio. O inspetor que recebia os alunos e todas as carteiras com seus nomes completos, telefone e endereço. As 7 horas as “engavetavas” e as devolviam 12:50h.

Descobriram que foi ele o responsável pelas cartas malditas que ela e suas amigas do grupo nerd receberam durante todo o ano de 1990. As cartas dito, malditas, que minha discricao nao ousa analisar, constava as palavras “púbicos” e “loiras” na mesma frase.

E aí, como é que voce me explica ela pôr um pedófilo-platönico na lista dela social 23 anos depois? Tudo é o fator do medo, medo social, já que todos seu conhecidos e amigos, absolutamente todos aqueles ex-alunos Maristas incluíram o Adão. Ele nunca foi mais que um simples inspetor de escola, que mal teve primeiro grau, está incluso e infiltrado entre pessoas mais novas que sao hoje diretores de empresas, políticos, empresários, médicos, engenheiros e advogados poderosos, na sua grande maioria. Ela nao quer se submeter a um certo questionamento por parte dessa classe que aceita o Adao como forma também de manisfestacao de caridade, ela é parte da classe que provém a caridade.


¹) Uma gíria que designa negro. Proveniente do meio gráfico e editorial, já que pra reforçarem muitas vezes o negro da noite, da roupa de couro, da bota, de carros antigos ou telefones, do petróleo desenhistas usaram do azul adicionando apenas uma cor a mais em desenhos com base PB.

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Publicado por: This Leksus

Naturalmente carioca da gema. Levantei a bandeira da união dos estudantes em 1990. Depois que vi que a bandeira era tipo lilás, caí fora, mas mantive contatos do setor cultural aonde fui a curadora por 2 anos seguidos no periódico e da rádio interna. Essa mídia chegava à 2000 estudantes em 1992. Participei de cursos de pintura abstrata com Mollica (1947-2013) e desenho Modelo Vivo com Giancarlo Bonfanti na Escola de Artes Visuais do Parque Laje de 1987-1992 e em outros institutos de arte. Estudei na USU, UERJ & UFRJ, arquitetura e urbanismo, Educação artística & Figurino respectivamente. Meu primeiro projeto foi a fonte do Banco do Brasil com seu logotipo, nas dependências da Agencia I do Banco no Rio de Janeiro. Em 1995, cursei por um breve período a Escola Politécnica de Lisboa, aonde desenvolvi uma tese sobre o Manuelino. Muitas descobertas, e não parei de fazer cursos extras em outras grandes universidades cariocas. Senai Cetiqt, Universidade Candido Mendes, UIS (Noruega). Trabalhei com Alexandre Hercovich para Semana da Moda no Rio em 1997. Nos anos seguintes criei o cenário e costumes para a peça Frida Kahlo no Teatro do Museu do Catete. Nessa época comecei a trabalhar como Dj e me destaquei na área até 2010, quando decidi encerrar essa atividade e me dedicar a gravura & tradução. A partir de 2005, anualmente, faço instalações e exibições de pinturas, desenhos, edições de livros, mosaicos e gravuras. Em 2010 comecei a me infiltrar na área de tradução e interpretação, também como uma ação social. O que faz voltar intensamente para escrita e leitura, e me dispersar pra outras línguas, como dinamarquês, francês, italiano & espanhol.

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