A incrível fábula das coincidências


PlunctPlactZumAlguns brasileiros têm “complexo Mongrel” e há poucos brasileiros que gostam de passar o tempo lendo.

Os autores mais citados no Brasil em 2015

  • Augusto Cury – médico, psiquiatra e psicoterapeuta;
  • João Ferreira de Almeida – Pastor Protestante;
  • Zíbia Gasparetto – escritora espiritualista brasileira;
  • Padre Marcelo Rossi – padre católico brasileiro;
  • Cristiane Cardoso – Apresentadora, colunista e palestrante sobre relacionamentos;
  • Cristiane e Renato Cardoso;
  • Paulo Coelho – Ele é o oitavo ocupante da cadeira 21 da Academia Brasileira de Letras;
  • Allan Kardec – educador & tradutor (fundador do Espiritismo);
  • John Green;
  • Chico Xavier – filantropo e Espiritista;
  • Ellen G. White;
  • Machado de Assis – romancista brasileiro pioneiro, poeta, dramaturgo e escritor de histórias curtas. Ele era multilingue, tendo se ensinado francês, inglês, alemão e grego na vida adulta. Fundou a Academia Brasileira de Letras;
  • Padre Fábio de Melo – sacerdote católico, artista, escritor, professor universitário e apresentador;
  • Mauricio de Sousa – cartunista que criou mais de 200 personagens (Turma de Monica);
  • Dom Edir Macedo – um líder evangélico brasileiro e magnata da mídia; ele é o proprietário e presidente da segunda maior rede de televisão do Brasil, Rede Record;
  • Kéfera Buchmann

Academia Brasileira foi contra alguns autores “populares” e rejeitou autores bem sucedidos (Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Mário Quintana).23130826_1963150403824699_3445614891868731188_n

Muitas brasileiros se lembram de Paulo Coelho como um colaborador com Raul Seixas, e seguidor de Aleister Crowley. Outros nem sabem quem ele é ou quem foi Machado de Assis.

Em 1989/1990 (uma coisas nessa série de crônicas irá se repetir muito são a postulação dos anos que desenvolvi tal  façanha) iniciou o boon do Paulo Coelho no Brasil. No meu aniversário de 15 anos ganhei um dos seus romances de presente.

A Veja, a revista semanal (um tipo de Newsweek do Brasil) imprime na primeira página, o autor carioca. A revista gastou 4 ou 5 páginas (mais 3000 palavras) criticando, condenando, dirigindo a classe média a NÃO lê-lo. Os livros de Paulo Coelho são uma leitura tao fácil  que pra revista era ridículo. Ora se é tao fácil, é preciso lê-lo.

O Brasil lê menos do que EUA, a população não precisa de ajuda adicional para ler ainda menos, precisa de algo que os remete a LER. Se assim alguém preencha a lacuna do que os brasileiros querem ler, isso deve ser fantástico e, certamente, PROFISSIONAL.

15194565_1787209144863026_3289965610317457812_oCoelho não é um dos meus autores favoritos. Ele é o que provavelmente o King é para EUA ou Jo Nesbø é para a Noruega. O que Coelho escolhe para trabalhar, como King escolhe e Nesbo é praticamente a mesma coisa, e eu acho particularmente bastante inteligente. Para mim, eles se enquadram na mesma categoria de autores: pop (eu realmente não sei se os críticos têm um nome melhor para o que fazem. Além de espiritual, terror e crime, respectivamente, conseguem transcender as expectativas nos romances ao que o estilo promete). Preenchem os livros com muitas coisas culturais, contudo acessíveis. São ficções com certa diversão, qualquer pode vir a gostar, eles colocavam as pessoas na retomada do exercício de leitura.

Meus autores brasileiros são Clarice Lispector e Jorge Amado (eles NÃO são para todo tipo de gente infelizmente). Isso é uma coisa pessoal (parece que eles se tornaram escritores para que por uma única vez, de modo exclusivo, compartilhassem com grande domínio do que eu gostaria de ler ou escrever). Na minha adolescência, quando tentei lê-los, encontrei-me inquieta com a leitura. Por outro lado, li 2 vezes  2 romances do Coelho antes de completar 18 anos. Eu realmente não sei depois de tantas leituras mais profundas, ou experiências em tantos lugares, se um romance desse autor voltaria a ser frutífero e prazeroso como fora outrora… Vou alugá-lo em norueguês.

A Agatha Christie é o autor mais vendido em todos os tempos e a mais traduzida. Quem sabe quanto dinheiro arrecadou para o Reino Unido… Simplesmente não se pode comparar com Shakespeare que é ótimo, mas melhor assistido num teatro do que uma lido num vagão do metro como a Agatha Christie…

Eu me amarrava no Raul (sim, já ecoei em algum lugar quando a viola demora a dar a nota, a deixa “toca Raul… !!!“). Nos anos 80, eu acho, o baiano estava metido num programa de crianças. Muito dos que foram contra cultura dos anos 60 tiveram filhos e buscaram um lado mais humorístico nas suas obras e continuaram a gerar fantasia ou fazer arte fantasticamente pra o público infantil evitando sobressaltos reacionários ou mesmo alegacoes mentirosas contra suas obras. Que sorte, fui cliente dessa geração de artistas, fui catar depois o que haviam feito subversivamente anteriormente.

A primeira banda a cometer esse inesperado rompante criativo para o mercado infantil foram os Beatles com o filme Yellow Submarine em 1968. Essa musiquinha havia sido lançada em 1966, um ano turbulento para a banda em que o seu empresário morre, a sociedade dá sinais de mudanças fortes e o Paul McCartney se acidenta de carro. Uns dizem que ele morreu mesmo nesse acidente e foi substituído por um outro Paul. Tem gente que apenas alega que ele passou por um coma de no máximo dos 2 dias (pode-se até aceitar).

Você já tinha ouvido essa parada? Tem até documentário: “Paul Really is Dead“, que parece enfeitiçar quem assiste.

O fato que move com os fãs e crentes dessa teoria pode se dizer que é estilístico. Paul em entrevistas mencionou que um fazia a letra e o outro a música. Nesse ano de 66, ficou decidido que cada um faria tudo solo, ou seja, letra e música por exemplo do “Tomorrow Never Knows” é só do Lennon.  Particularmente, vejo uma mudança gradual das criações em cada novo disco dos Fab4, mas boa parte das pessoas acham que foi radical a mudança em 66, pois antes eram músicas açucaradas como “She loves you”, depois se tornaram mais introspectivas e obscuras como: “Lucy in the sky with diamonds”. Visualmente a banda também procura optar por um estilo novo de roupa e lay out das capas, sobretudo colorido, cheio de símbolos. Aí, realmente, não tem como, tudo pode ser lido como uma série de mensagens disso ou daquilo. Chega a ter uma sepultura na capa do Sgt. Peppers! O cemitério em Liverpool era popularmente conhecido como Strawberry Fields… Essas coisas aguçam o pensamento inquisidor de quem ouve música ainda mais se acompanhada de bebidas alcoólicas ou outras paradas.

apt praiaTudo é além do incrível. Mas tem uma coisa mencionada nessa teoria conspiratória sobre a restituição de um novo Paul-Ramone à banda que me faz coçar atrás da orelha: o imposto de renda dos Beatles, uma baba. Se perdessem o Paul, como poderiam desmanchar o sociedade Lennon & Mccartney das gravacoes? Uma Northern Song menciona isso um pouco, também datada de 1966. Foi legitimado em 1970 um catatau de coisas que tiveram de assinar quando da romptura do grupo, também mostrado no documentário do Harrison.

No filme do Xisto Rodrigues, a forma que haviam achado pra achar o cara foi através do dinheiro que ele deveria ter ganho todos esses anos de tanto tocar na África do Sul. Até agora não explicaram pra onde o dinheiro foi.

O Raul visitou o Lennon no Edifício Dakota em 1973. Jonh havia se mudado nesse mesmíssimo ano pra lá. Antes de ir pra Manhathan visitá-lo, um tanto também impulsionado por isso,  Raul havia descoberto Aleister Crowley. Como Raul não era de perder tempo, em plena ditadura ele deve ter raciocinado: “não estão me querendo aqui, fui”. Foi mesmo, antes que o exilassem ou o judiassem, visitou John Lennon e bateu um papo sobre essa coisa do Thelema. O ex-beatle recebeu ele muito bem, 3 dias hospedado na casa do cara, discutindo sobre e criando em cima disso aqui:

“Every man and every woman is a star.’ We do not fool and flatter women, we do not despise and abuse them. To us, a woman is herself, absolute, original, independent, free, self-justified, exactly as a man is.”

Em pelo menos 2 entrevistas famosas Raulzito explicou que houve um mau entendido com um dos seguranças do Lennon que nos convidou a se retirar do apê. Gostaria de saber aonde estava esse segurança quando Chapman ficava rondando a portaria do Dakota todo santo dia da primeira semana de dezembro de 1980, aonde sempre morou muita gente famosa! Heim?

Com certeza tudo que pode ter sido escrito sobre esse episódio já se perdeu pela falta de crédito que se dá…

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Publicado por: This Leksus

Naturalmente carioca da gema. Levantei a bandeira da união dos estudantes em 1990. Depois que vi que a bandeira era tipo lilás, caí fora, mas mantive contatos do setor cultural aonde fui a curadora por 2 anos seguidos no periódico e da rádio interna. Essa mídia chegava à 2000 estudantes em 1992. Participei de cursos de pintura abstrata com Mollica (1947-2013) e desenho Modelo Vivo com Giancarlo Bonfanti na Escola de Artes Visuais do Parque Laje de 1987-1992 e em outros institutos de arte. Estudei na USU, UERJ & UFRJ, arquitetura e urbanismo, Educação artística & Figurino respectivamente. Meu primeiro projeto foi a fonte do Banco do Brasil com seu logotipo, nas dependências da Agencia I do Banco no Rio de Janeiro. Em 1995, cursei por um breve período a Escola Politécnica de Lisboa, aonde desenvolvi uma tese sobre o Manuelino. Muitas descobertas, e não parei de fazer cursos extras em outras grandes universidades cariocas. Senai Cetiqt, Universidade Candido Mendes, UIS (Noruega). Trabalhei com Alexandre Hercovich para Semana da Moda no Rio em 1997. Nos anos seguintes criei o cenário e costumes para a peça Frida Kahlo no Teatro do Museu do Catete. Nessa época comecei a trabalhar como Dj e me destaquei na área até 2010, quando decidi encerrar essa atividade e me dedicar a gravura & tradução. A partir de 2005, anualmente, faço instalações e exibições de pinturas, desenhos, edições de livros, mosaicos e gravuras. Em 2010 comecei a me infiltrar na área de tradução e interpretação, também como uma ação social. O que faz voltar intensamente para escrita e leitura, e me dispersar pra outras línguas, como dinamarquês, francês, italiano & espanhol.

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4 comentários sobre “A incrível fábula das coincidências”

  1. Concordo plenamente. Nunca dá pra saber, por mais que nos interessemos sobre uma pessoa, nao a conhecemos de fato. Nao se sabe quem mais estavam com eles nessa determinada ocasião, o que teria sido o pivô. Em fim o Raulzito foi expulso do Dakota, mas nunca sofreu o constrangimento de ter sido expulso do Brasil, como o Gil e o Caetano. Quando ele voltou de NY, passou a compor solo e o ex-parceiro dele foi preso!

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